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Tendências da Moda - Deep Blue - EMag

Moda 2021:
8 tendências para roupas femininas

Do dia para a noite, a pandemia da Covid-19 provocou consequências drásticas para a indústria da Moda - o que não acontecia desde a Segunda Guerra Mundial. Confira aqui as principais tendências para a vida daqui pra frente.

Com o isolamento social, milhões de pessoas foram alçadas ao home office compulsório, o que também desaqueceu muitos mercados, provocando diminuição de salários e perda de empregos. O resultado? O consumidor passou a repensar seus hábitos de compras, uma vez que roupas, sapatos e acessórios se tornaram itens supérfluos e, muitas vezes, dispensáveis

Esses novos hábitos de consumo não são bem uma novidade, já que futuristas vêm apontando há tempos uma tendência ao slow fashion (movimento que se preocupa com a sustentabilidade e responsabilidade social durante toda a cadeia de produção), ao upcycling (uso de roupas e materiais que seriam descartados, para customizar novas peças), à cultura do brechó e tantas outras opções de moda consciente.

Mas a pandemia do Coronavírus veio consolidar e dar escala global a esses movimentos, que até então estavam restritos a “bolhas” da sociedade. Hoje, a moda pós-pandemia pede ainda mais propósito, com conceitos que vão além da sustentabilidade e proteção ao meio ambiente e passam também por responsabilidade social e diversidade na cadeia de produção.

O altruísmo e a cidadania são percebidos, quando as marcas se engajam em ações que fazem a diferença no mundo, como fabricar máscaras para doação e combater a pandemia, nem que seja por doações financeiras. Além disso, movimentos mundiais como o Black Lives Matter também mostraram que os consumidores buscam como nunca marcas que se posicionam a favor de causas sociais e de um bem comum.

Outra mudança importante que veio a rebote da austeridade mental e econômica: as marcas tendem a lançar menos coleções por ano e, quando o fizerem, serão coleções mais enxutas, tipo coleções-cápsula, nas quais a curadoria será ainda mais valorizada.

"Esses novos hábitos de consumo não são bem uma novidade, já que futuristas vêm apontando há tempos uma tendência ao slow fashion"

Mudanças do pós-guerra X mudanças do cenário atual

A moda é viva e interpreta o momento. No pós-Primeira Guerra Mundial, por exemplo, Coco Chanel aboliu os vestidos armados e espartilhos em favor de um jeito de vestir mais confortável, prático e com muito menos gasto em tecidos. As mulheres adotaram um look com toque masculino, cabelos curtinho à la garçonne e chapéus cloche, bem menos espalhafatosos.

Após a Segunda Guerra, Christian Dior inventou o chamado New Look, mais feminino, sensual e alegre, que marcou uma época! Era o estilo que buscava exaltar a esperança e a fartura depois de tantos anos de medo e miséria: com cintura bem marcada, silhueta destacada de forma elegante, blazer, saia plissada, saia lápis e animal print.

Agora, a guerra é contra um inimigo invisível, mas que, guardadas as devidas proporções, também causa pânico, isolamento e tristeza. É o momento de crise, mas também “o” momento para criar. Recentemente, o site The Business of Fashion, referência na indústria da moda, produziu um relatório sobre o impacto da pandemia que, além de retratar a desaceleração do mercado, ressaltou que este é o momento perfeito para se reinventar e buscar alternativas para remodelar a cadeia de valor do segmento.

E é exatamente o que estamos vendo agora nos desfiles virtuais e petit comités das semanas de moda pelo mundo. Veja o que os designers de moda estão apresentando para 2021:

1) Conforto, conforto e... estilo

Moletons, roupas soltinhas e chinelos para andar em casa. Essas foram as peças oficiais dos primeiros meses de confinamento. No começo de maio, o Google Trends registrou 142% mais buscas por pijamas – aliás, percebeu como os pijamas “chiques” viraram hit entre as celebridades?

Pelo o que se pode prever das recentes semanas de moda de Nova York e Milão, conforto e liberdade de movimentos continuarão sendo elementos primordiais na produção, mesmo depois da retomada da rotina fora de casa. Peças de moletom, itens que remetam a pijamas ou mesmo modelagens mais amplas, soltinhas e fluidas ganham vez, no lugar das peças megaestruturadas.

Outra moda que veio com a quarentena: valorizar a parte de cima do look, pra aparecer minimamente arrumada nas reuniões por videochamada. Brincões, colares, blusas com maxigolas, babados, manga bufantes e plissados ganham protagonismo. Tudo isso, num hi-low de peças casuais misturadas a outras bem sofisticadas e trabalhadas com materiais e aplicações nobres.

2) Atemporalidade: é a vez das peças básicas e clássicas

Não, este não momento para modismos... Vale a pena investir tanto em peças básicas e versáteis – que transitam entre as mais diversas ocasiões do dia a dia –, quanto em peças clássicas, que nunca envelhecem dentro do nosso armário.

Aqui na EAMEI, um bom exemplo de marca atemporal é a Plural. Espia pra ver!

E eis aqui os curingas que ornam com tudo: jeans confortável e com lavagem mais discreta (os da Amapô são imbatíveis!), a boa e velha camisa branca, o vestidinho preto (espie os da Anne Fernandes e da Fabi Freixo, pra você se inspirar), o blazer (aqui, temos belos exemplos da Bianza e Primart), o trench coat, a jaqueta de couro, a blusa de gola alta, a camiseta de listras navy, além de blusas em cores neutras. É o tipo de peça que, investindo em qualidade, pode atravessar gerações!

Ah, o tricô também entra nesse rol, já que é um tecido clássico e elástico, que acompanha nossas possíveis (bem possíveis) mudanças de manequim. Por aqui, temos a SHW Tricot, grife mineira, que conta com peças bem modernas e sofisticadas.

3) Moda sustentável (mesmo!)

Uma coisa a gente deve ter aprendido com a pandemia: ações individuais impactam a sociedade e o meio ambiente. Com essa consciência, os consumidores devem desviar seus gastos do fast fashion e das megamarcas de moda de luxo voltadas para o marketing, para investir cada vez mais em sustentabilidade e sobriedade. E, nessa hora, as marcas que demonstram com ações que vão além do lado “fútil” e mercantil da moda, para contribuir para uma causa maior, tendem a levar vantagem.

Muito têm se falado sobre “desglobalização” (a nacionalização total ou parcial das etapas de fabricação de um determinado produto) e de localidade (movimento que incentiva e valoriza o comércio e a produção local, numa busca por processos menos onerosos e mais sustentáveis).

Segundo a editora do Fashion Bubbles, Denise Pitta, “haverá uma tendência de valorização da produção interna”, diz. “Assim, o ‘Made in Brazil’ surge como uma espécie de bandeira, que evoca valores locais, um remédio amargo para o processo de desindustrialização enfrentado pelo País nos últimos anos, como aconteceu com a indústria do sapato e da moda brasileira.”

Isso significa também fortalecer as pequenas marcas, que primam pela qualidade e durabilidade de suas peças e se preocupam com toda a cadeia de produção: como uso eficiente dos recursos hídricos, tanto na fabricação dos produtos, como no cultivo da matéria-prima; com a escolha das matérias-primas (tecidos biodegradáveis são bem-vindos); com a utilização de corantes naturais; além do tratamento correto dos efluentes gerados na produção. Sem contar na redução de desperdício dos tecidos durante as etapas de corte e costura e no respeito ao bem-estar e direitos dos trabalhadores.

É com orgulho que a gente aqui na EAMEI possa contar com a Fabi Freixo, marca adepta do slow fashion, que além de ter peças atemporais, versáteis e confortáveis, conta com tecidos biodegradáveis, antialérgicos, com proteção solar, tudo 100% sustentável, pensando na cadeia de produção como um todo.

4) Minimalismo com design

Em tempos de crise, o menos é mais. Mas isso não significa menos estilo! Confortáveis na essência, as roupas utilitárias continuam em alta, mas agora em tecidos mais nobres, cores sóbrias e design minimalista.

Os looks monocromáticos bem cortados são a aposta da vez. E outra tendência, apresentada na estreia de Raf Simons ao lado de Miuccia, na Prada, foram as peças com uma pegada utilitária, minimalista, mas com design arrojado, diferentão, seja na combinação de cores, nos recortes estratégicos ou nos drapeados das blusas.

Também estão em alta o frescor e a simplicidade de materiais naturais, como o linho e o algodão, além do design fluido e com transparência. Vale a pena dar uma olhada nas peças de linho da Natalia Pessoa e da Lore, viu?

5) Looks alegres: é o escapismo e o otimismo dando as caras

Toda corrente tem a sua contracorrente, não diz o ditado? Pois diante de tanta austeridade, algumas grifes apostam no escape da realidade e numa vibe contagiante de alegria, cores vivas e mistura de estampas.

Em entrevista à revista Vogue Business, o diretor criativo da Lanvin, Bruno Sialelli, diz que algumas grifes “oferecerão sonho, ingenuidade e escape.”. “Estou do lado do escape”, diz. Na mesma reportagem, o diretor criativo da Kenzo, Felipe Oliveira Baptista, concorda: “A Kenzo está muito ancorada no otimismo, o futuro precisa disso para alimentar a esperança. Essa é a hora de ser criativo e diferente.”

Pois foi esse otimismo que apareceu na NYFW, nesse caso, com uma pegada romântica. Grifes como Reem Acra, Rodarte, Jason Wu, Batsheva, entre outras levaram para a passarela um visual lúdico e quase festivo, com um quê ultrafeminino, em boas doses de cores vibrantes, mix de estampas e texturas, além de detalhes chamativos, como plumas, mangas proeminentes, laços, babados e atmosfera retrô.

Em Milão, a Dolce & Gabbana apresentou uma coleção superlativa e extravagante, mostrando que a vida vai continuar.

6) Clima de férias: que vontade de viajar, né, minha filha?

Na semana de moda nova-iorquina, os looks com cara de férias no litoral vieram com força, talvez pelo desejo voltar a viajar de novo... Conjuntos, kaftans e vestidos de shape amplo, design sofisticados e frescos cumprem o papel de deixar todo mundo confortável na próxima estação quente.

Babados e o chamado bordado inglês também deram as caras, assim como a mistura de tecidos e peças artesanais a outras mais sofisticadas. Jason Wu, Brock Collection, Sara Battaglia, Badgley Mishka e Alberta Ferretti foram apenas algumas das marcas que apostaram nesse visual.

7) Peças de segunda mão: uma opção bem consciente

A cultura do brechó se atualizou, e a sua versão 2.0 é moderna e digital. Com a busca por uma economia mais consciente na moda pós-pandemia, a economia circular ganhar ainda mais força. Além da compra de roupas usadas, o aluguel de looks de grandes marcas também é uma prática que cresce no mundo todo – empresas como a Rent The Runaway, por exemplo, devem vender mais de US$ 2,5 bilhões nos próximos anos.

8) Tecnologia antivírus... em roupas

Até agora, a tecnologia têxtil estava presente em tecidos com proteção solar, antialérgicos, biodegradáveis, ou com uso de nanotecnologia, em tecidos impermeáveis e antimicrobianos, ou mesmo wearable: aquelas peças de roupas que “conversam” com nossos smartphones e outros computadores.

Mas, hoje, diante de tantos cuidados para não haver contaminação, já há empresas que anunciaram a produção de tecidos contra o Coronavírus, como a Santaconstancia, indústria têxtil da papisa da moda, Constanza Pascolato, que lançou um tecido inédito. Resistente a lavagens, produzido com fio 6.6 Amni®, o fio é desenvolvido pela Rhodia, que diminui o risco de contaminação pela Covid-19.

A partir de agora, a proteção passa a ser essencial. “Com certeza quereremos roupas que nos protejam”, disse o estilista libanês Rabih Kayrouz em entrevista à Vogue Business. Máscaras, por exemplo, tendem a ser incluídas nas coleções. “Quero uma camada de proteção que possa tirar antes de voltar para casa. Nossos gestos mudarão, então as roupas terão que ser adaptadas.”


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